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Processo seletivo do Google: quais melhores lições podemos tirar?

por Marcelo Braga 6 de fevereiro de 2020
escrito por Marcelo Braga 6 de fevereiro de 2020
Processo seletivo do Google: quais melhores lições podemos tirar?

O Google é uma das empresas de maior destaque mundial. São milhões de colaboradores que devem estar alinhados à empresa para manter esse alcance e continuar seu crescimento. Você já parou para pensar como o processo seletivo do Google deve funcionar?

Não há dúvidas de que esse gigante precisa utilizar boas técnicas para encontrar os melhores candidatos. O fato é que, portanto, há muita coisa que podemos aprender com ele. Continue lendo e descubra como você pode otimizar as seleções da sua empresa ao se inspirar no Google!

Como funciona o processo seletivo do Google?

Em primeiro lugar, é preciso destacar que a empresa desenvolveu um workflow bem estruturado para sua seleção. Isso significa que todo o processo seletivo é muito bem planejado, articulando etapas e estratégias que avaliam não apenas as competências técnicas, mas também fatores como a criatividade e a identificação do candidato com a organização.

O Google investe ainda em uma boa triagem de currículos, visando a redução de custos e a escolha dos profissionais adequados. São realizadas séries de entrevistas com perguntas bastante diversificadas. Assim, já dá para perceber que, mesmo se tratando de uma empresa gigantesca, existem ideias em seu recrutamento e seleção nas quais podemos nos inspirar e adaptar ao nosso negócio, seja qual for o seu tamanho.

O que o processo seletivo do Google nos ensina?

Agora, vamos conhecer com maiores detalhes alguns pontos do processo seletivo do Google. Reflita sobre a possibilidade de implantá-los em sua empresa!

Uso da inovação

Sendo uma característica tão marcante da organização, é claro que a inovação não ia faltar. Como comentamos, a empresa não foca apenas o currículo ou as habilidades técnicas de um profissional: ela quer avaliar, por exemplo, o quanto ele conhece da companhia. Para isso, são feitas perguntas como “O que o Google faz?” ou “Como o Google ganha sua renda?”.

A identificação com a empresa e o fit cultural também são analisados. Por exemplo: a criatividade é algo bem marcante no Google de modo geral, então, na seleção, esse elemento é avaliado nos candidatos. Em alguns casos, pode-se avaliar a criatividade junto a alguma habilidade técnica, com perguntas do tipo “Como você construiria uma campanha de marketing para um negócio X a partir dos serviços Google?”.

Questões inusitadas e avaliação das respostas

Ainda falando sobre criatividade, não poderíamos deixar de citar as perguntas tão inusitadas que o Google inclui em seus processos seletivos. É comum ter questões como “Quantas bolas de golfe cabem dentro de um ônibus?” ou “Quantas vezes os ponteiros de um relógio se sobrepõem por dia?”.

O objetivo é identificar como o candidato lida com situações inusitadas, como usa sua criatividade ou mesmo sua habilidade de raciocínio analítico. Algo fundamental a se considerar, porém, é o modo como essas perguntas são feitas e como as respostas são avaliadas.

Não adianta jogar questionamentos malucos sem um fundamento ou um propósito definido. Além disso, não se deve analisar apenas os acertos ou erros de um candidato: é preciso levar em conta a experiência de cada um. Talvez alguém tenha errado, mas dado uma resposta muito criativa ou elaborada rapidamente, por exemplo.

Ferramentas de análise de performance

A avaliação de performance também é muito bem estruturada no processo seletivo do Google. As perguntas são feitas na mesma ordem para os candidatos e os critérios a se analisar já foram previamente bem definidos.

Também são utilizadas diversas ferramentas de análise, além das entrevistas já comentadas. Instrumentos como o Big Data, entre outros softwares e plataformas de recrutamento e seleção, são utilizados para avaliar o perfil dos colaboradores.

Por meio deles, avaliam-se também características demográficas e outros elementos diferenciais, visando uma seleção por indicadores eficiente e com escalabilidade. Entre as características mais focadas pela empresa encontram-se também a liderança e a compatibilidade com a organização.

Assim, verifica-se que há muito no processo seletivo do Google que pode ajudar sua própria empresa, otimizando sua seleção. Nós também queremos contribuir ainda mais nesse sentido e, por isso, oferecemos um processo estruturado que permite ter toda a jornada do candidato.

Conte conosco e, para ampliar seus conhecimentos, descubra agora como conduzir uma entrevista de emprego e encontrar o candidato ideal!

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Marcelo Braga

Fundador e CEO da REACHR. Headhunter desde 2000 (Sócio Fundador da SEARCH, Ex-Sócio Sênior da FESA e Ex-Consultor Michael Page). Anteriormente atuou na indústria automotiva (General Motors e Plascar) e também na Cia. Suzano. Engenheiro Químico – Unicamp e Pós-graduado em Administração de Empresa pela FGV. Professor nas Faculdades Unifaj, Univates e Unisc. É também Conselho da Unicamp Ventures.

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