Quantas vezes a mesma informação é digitada durante a contratação de uma pessoa?
A necessidade de uma nova posição surge em uma área. O gestor faz a solicitação. A vaga é aprovada. O RH recebe as informações, cadastra a posição no sistema de recrutamento, conduz o processo seletivo e, quando encontra a pessoa escolhida, parte dos dados precisa seguir para a admissão.
Em empresas com maior volume de contratações, pequenas tarefas repetidas centenas ou milhares de vezes deixam de ser pequenas.
É justamente aí que a integração entre sistemas de RH ganha importância.
ERP, folha de pagamento, recrutamento e seleção, admissão, treinamento, desempenho, clima e outros subsistemas de RH não precisam necessariamente estar dentro do mesmo software. Mas precisam conversar.
Quando isso acontece, a empresa reduz trabalho manual, erros, controles paralelos e o tempo gasto transportando informações de um sistema para outro.
Para CEOs, CFOs e Diretores de RH, isso também coloca uma questão importante na mesa: é melhor concentrar os processos em uma suíte completa de RH ou combinar soluções especializadas, integradas entre si?
Não existe uma resposta única. Mas existe um princípio que deveria valer para qualquer arquitetura de sistemas de RH:
se a informação já existe, alguém não deveria precisar digitá-la novamente.
O que é integração de sistemas de RH?
Integração de sistemas de RH é a conexão entre diferentes softwares para que dados e eventos possam seguir de um processo para outro sem depender de redigitação, planilhas, importações e outras intervenções manuais.
No recrutamento e seleção, essa integração pode começar antes mesmo da publicação da vaga.
Imagine que um gestor solicite uma contratação no sistema utilizado pela empresa.
Cargo, área, unidade, centro de custo, gestor responsável, motivo da contratação e outras informações podem já estar cadastrados. A requisição passa pelo fluxo de aprovação definido pela organização e, uma vez autorizada, pode seguir para o ATS — sistema especializado em recrutamento e seleção.
O RH não precisa começar tudo novamente.
Depois da contratação, o fluxo pode seguir na direção contrária. Informações coletadas e validadas durante o recrutamento podem alimentar a admissão e outros sistemas de RH.
A jornada passa a ser conectada:
requisição → aprovação → recrutamento → seleção → contratação → admissão → gestão do colaborador.
A tecnologia deixa de criar etapas intermediárias e passa a eliminá-las.
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Integração entre ATS e ERP: onde ela gera resultado?
Quando se fala em integração entre um ATS e um ERP ou sistema de gestão de RH, existem alguns momentos em que o impacto fica especialmente evidente.
1. Na requisição e abertura da vaga
Em muitas empresas, o recrutamento começa fora do ATS.
Existe uma necessidade de pessoal, um orçamento, uma estrutura de cargos, um centro de custo e diferentes níveis de aprovação.
Sem integração, depois de concluída essa etapa alguém precisa transportar as informações para o sistema de recrutamento.
Isso pode acontecer por e-mail, formulário, planilha ou simplesmente pela digitação das mesmas informações em outro sistema.
Com uma integração entre ERP, sistema de gestão de RH e ATS, uma requisição aprovada pode dar origem ao processo de recrutamento com os dados já definidos pela empresa.
O ganho não está apenas na economia de tempo.
Existe também uma questão de governança: a vaga que chega ao recrutamento permanece vinculada ao que efetivamente foi solicitado e aprovado.
Para organizações com várias unidades, gestores e contratações simultâneas, essa consistência ganha ainda mais importância.
2. Durante o recrutamento e seleção
Depois da abertura da vaga, entra a especialização do ATS.
Divulgação em diferentes canais, atração de candidatos, página de carreiras, banco de talentos, triagem, avaliações, entrevistas, comunicação, aprovações e indicadores passam a acontecer em um ambiente desenvolvido especificamente para recrutamento e seleção.
Esse ponto ajuda a entender o verdadeiro papel de uma integração.
Integrar sistemas não significa fazer todos realizarem as mesmas tarefas.
Significa permitir que cada sistema faça bem o seu trabalho e entregue ao próximo aquilo de que ele precisa.
3. Do candidato aprovado para a admissão
Ao final do processo seletivo acontece outra importante transferência de informações.
Durante a candidatura e a seleção, diversos dados já foram coletados. Dependendo do processo da empresa, novas informações e documentos ainda serão necessários para a admissão.
Mas aquilo que já existe não deveria precisar ser digitado novamente.
A integração permite que as informações necessárias sigam para a admissão e para os demais sistemas de RH.
Isso reduz trabalho administrativo e também melhora a experiência de quem está entrando na empresa.
Para o candidato, pouco importa quantos sistemas existem por trás daquela contratação. Ele espera que a empresa saiba utilizar as informações que já solicitou.
A integração de RH não termina na admissão
A mesma lógica pode ser aplicada em outros momentos da jornada do colaborador.
Um bom exemplo é o desligamento.
Quando um desligamento é registrado no sistema de RH, esse evento pode iniciar automaticamente outro processo, como uma pesquisa de desligamento.
Sem integração, alguém pode precisar identificar quem saiu, cadastrar as informações, disparar o questionário, acompanhar as respostas e depois consolidar os resultados.
Com sistemas conectados, parte desse processo pode ser automatizada.
Mais importante: as respostas podem ser relacionadas a informações como área, cargo, unidade, tempo de empresa ou outros dados relevantes para a análise.
Nesse caso, a integração deixa de representar apenas economia de tarefas.
Ela contribui também para gerar informação que pode ajudar a empresa a compreender melhor o turnover e tomar decisões.
O custo do software de RH não está apenas na mensalidade
Esse é um ponto importante quando uma empresa compara tecnologias.
Licença, implantação e manutenção são custos fáceis de identificar.
Mais difícil é enxergar o trabalho criado ao redor do software.
Considere algumas atividades comuns em ambientes pouco integrados:
- cadastrar a mesma informação em mais de um sistema;
- conferir se os cadastros coincidem;
- exportar e importar arquivos;
- atualizar planilhas intermediárias;
- enviar informações por e-mail;
- corrigir erros de digitação;
- acompanhar aprovações manualmente;
- consolidar informações provenientes de fontes diferentes;
- preparar relatórios manualmente.
Nenhuma dessas atividades parece especialmente cara quando analisada isoladamente.
O problema está na repetição.
Imagine alguns minutos adicionais em cada requisição, abertura de vaga, contratação ou admissão. Agora multiplique esse tempo pelo número de processos realizados ao longo de um ano e pelas pessoas envolvidas em cada um deles.
O custo ganha outra dimensão.
Por isso, ao analisar o custo por contratação (Cost per Hire), faz sentido considerar não apenas investimentos em divulgação, tecnologia ou fornecedores, mas também o tempo das pessoas envolvidas no processo.
- Horas do RH têm custo.
- Horas dos gestores têm custo.
- Retrabalho tem custo.
- Correção de erros tem custo.
E manter controles paralelos para compensar sistemas que não conversam também tem custo.
O tempo da vaga aberta também entra nessa conta
Existe ainda outro componente menos visível.
Quanto mais um processo depende de transferências manuais, conferências e tarefas administrativas, maior pode ser o intervalo entre a necessidade da contratação e o início efetivo do recrutamento — ou entre a escolha do candidato e sua admissão.
Dependendo da posição, uma vaga aberta pode representar equipe sobrecarregada, redução de capacidade produtiva, atraso em projetos ou oportunidades comerciais não aproveitadas.
Por isso, comparar tecnologias apenas pelo valor da licença pode levar a uma visão incompleta.
O custo real de um sistema de RH inclui também o trabalho necessário para fazê-lo funcionar dentro dos processos da empresa.
Como a integração pode reduzir custos e trabalho operacional?
Quando sistemas de RH trocam informações automaticamente, parte dessas atividades deixa de existir ou diminui.
Menos redigitação significa menos horas operacionais.
Menos redigitação também reduz a possibilidade de erros.
Menos transferências manuais diminuem a necessidade de conferências.
Processos iniciados automaticamente reduzem a dependência de e-mails, planilhas e controles paralelos.
E dados mais estruturados facilitam a construção de indicadores.
É por isso que integração não deveria ser vista apenas como uma questão de TI.
Para o Diretor de RH, ela afeta a produtividade da equipe e a qualidade dos processos.
Para o CFO, afeta custos, eficiência e aproveitamento dos investimentos em tecnologia.
Para o CEO, pode afetar a velocidade com que a organização consegue colocar as pessoas necessárias para executar sua estratégia.
Uma suíte completa de RH precisa ser especialista em tudo?
A busca por uma suíte completa de RH é compreensível.
A possibilidade de contratar um fornecedor para folha, administração de pessoal, recrutamento e seleção, treinamento, desempenho, clima e outros processos pode trazer vantagens.
Menos fornecedores, menos contratos e maior centralização são algumas delas.
Há organizações para as quais esse modelo atende muito bem.
Mas existe um contraponto que merece ser considerado.
Cada subsistema de RH ganhou enorme profundidade.
Um sistema de folha precisa responder a uma complexidade própria.
Uma plataforma de treinamento precisa administrar conteúdos, trilhas, certificações e desenvolvimento.
Gestão de desempenho pode envolver competências, metas, avaliações, feedbacks, sucessão e diferentes metodologias.
E recrutamento e seleção deixou há muito tempo de ser simplesmente um lugar para publicar vagas e armazenar currículos.
Hoje pode envolver múltiplos canais de atração, páginas de carreira, banco de talentos, inteligência artificial, avaliações técnicas e comportamentais, comunicação com candidatos, entrevistas, automações, workflows, indicadores e diferentes jornadas de seleção.
Quanto mais subsistemas de RH uma plataforma se propõe a atender, maior é o desafio de manter a mesma profundidade em todos eles.
É daí que surge outra possibilidade.
Um ecossistema de RH formado por especialistas
A empresa não precisa necessariamente escolher entre integração e especialização.
Pode ter as duas coisas.
O ERP continua responsável pelos processos para os quais foi escolhido.
O ATS cuida do recrutamento e seleção.
Outras soluções podem cuidar de desempenho, clima, treinamento, benefícios ou outros subsistemas.
A integração conecta esses especialistas.
Essa estratégia é frequentemente associada ao conceito de best of breed: selecionar soluções especializadas para determinadas necessidades e integrá-las ao ecossistema tecnológico da organização.
Historicamente, uma das principais desvantagens desse modelo era a fragmentação.
Vários fornecedores poderiam significar vários cadastros, bases isoladas, importações, exportações e experiências desconectadas.
As integrações ajudam a mudar essa equação.
O objetivo não é fazer o usuário trabalhar entre vários sistemas. É fazer os sistemas trabalharem entre si.
Quando isso acontece, o número de tecnologias existentes nos bastidores passa a ser menos importante do que a experiência entregue a candidatos, gestores, colaboradores e ao próprio RH.
Integração também protege investimentos já realizados
Esse aspecto merece atenção especial de CFOs e CEOs.
A implantação de um ERP ou de uma plataforma de gestão de RH representa mais do que a compra de uma licença.
Existem processos configurados, estruturas organizacionais, cadastros, integrações, treinamentos e conhecimento acumulado pelas equipes.
Se a empresa identificar a necessidade de melhorar especificamente o recrutamento e seleção, isso não significa necessariamente que toda essa estrutura precise ser substituída.
Um ATS capaz de se integrar ao ambiente existente permite evoluir um subsistema específico do RH preservando investimentos anteriores.
Isso coloca outro elemento na análise: o custo da troca.
Substituir uma tecnologia corporativa pode envolver migração de dados, parametrização, novos treinamentos, reconstrução de integrações, revisão de processos e adaptação dos usuários.
Em determinadas situações, conectar uma solução especializada ao que já funciona pode ser mais eficiente do que reconstruir todo o ecossistema de RH.
Onde a Reachr entra nesse ecossistema?
A Reachr é uma plataforma especializada em recrutamento e seleção.
Isso significa que seu papel não precisa ser substituir os demais sistemas de RH utilizados pela empresa.
Pode ser justamente o contrário: fazer com que o recrutamento e seleção se conecte a eles.
A plataforma permite trabalhar com integrações a ambientes como TOTVS e Senior, conectando processos que podem começar antes da abertura da vaga e continuar depois da contratação.
A mesma lógica vale para um ecossistema de parceiros especializados.
Soluções como WeConnect, InCicle, MeuRH360 e Mereo podem atuar em diferentes necessidades e subsistemas de RH, enquanto a Reachr mantém sua especialização em recrutamento e seleção.
A ideia por trás desse modelo é simples: a empresa não precisa obrigatoriamente abrir mão de profundidade funcional para ter uma experiência integrada.
Pode escolher especialistas e conectá-los.
Suíte completa de RH ou soluções especializadas?
Não existe uma resposta que sirva para todas as organizações.
Uma suíte completa de RH pode ser uma boa alternativa quando seus diferentes módulos atendem à profundidade necessária para os processos da empresa.
Em outros cenários, determinados subsistemas são relevantes o suficiente para justificar soluções especializadas.
Por isso, em vez de perguntar apenas “quantos sistemas teremos?”, vale ampliar a análise:
Quanto trabalho existe entre esses sistemas?
Quantas vezes a mesma informação precisa ser cadastrada?
Onde ainda dependemos de planilhas para um processo continuar?
Estamos abrindo mão de recursos importantes apenas para manter tudo com um único fornecedor?
Quanto custaria substituir aquilo que já funciona?
Os sistemas possuem APIs e capacidade de integração?
Essas perguntas ajudam a deslocar a discussão da quantidade de fornecedores para a qualidade da arquitetura.
O que avaliar antes de contratar um novo sistema de RH?
Antes de adicionar uma nova tecnologia ao ecossistema, vale analisar:
- quais sistemas precisam trocar informações;
- quais dados precisam entrar e sair da nova solução;
- quais eventos podem iniciar processos automaticamente;
- se existem APIs disponíveis;
- quanto trabalho manual poderá ser eliminado;
- quais cadastros deixarão de ser duplicados;
- se ainda haverá necessidade de planilhas ou controles paralelos;
- como será a experiência de gestores, RH, candidatos e colaboradores;
- qual é a profundidade da solução naquele subsistema de RH;
- quanto custaria substituir os sistemas existentes;
- qual será o custo total da nova arquitetura, e não apenas o valor das licenças.
A melhor arquitetura não é necessariamente aquela que tem menos fornecedores.
Também não é automaticamente aquela que reúne o maior número de sistemas especializados.
É aquela que atende às necessidades da empresa com profundidade sem transferir para as pessoas o trabalho que a tecnologia deveria resolver.
Integração de sistemas de RH é, antes de tudo, uma decisão de processo
Existe uma maneira simples de identificar oportunidades de integração.
Observe o que acontece entre um sistema e outro.
Se as pessoas precisam exportar, importar, copiar, colar, conferir, enviar e digitar novamente, existe espaço para melhorar.
A integração serve justamente para reduzir essas fronteiras.
Isso permite preservar sistemas nos quais a empresa já investiu e, ao mesmo tempo, adotar soluções especializadas quando houver necessidade de maior profundidade.
No recrutamento e seleção, o princípio pode ser resumido de forma simples:
a vaga não deveria começar do zero quando chega ao ATS. E a pessoa contratada não deveria começar do zero quando sai dele.
Quando os sistemas conversam, o RH trabalha menos para transportar informação.
E a empresa consegue aproveitar melhor o investimento feito em tecnologia.
Perguntas frequentes sobre integração de sistemas de RH
O que é integração entre ATS e ERP?
É a conexão entre o sistema especializado em recrutamento e seleção e o ERP ou sistema de gestão utilizado pela empresa. Ela permite que informações e eventos sejam compartilhados entre os ambientes, reduzindo cadastros duplicados e atividades manuais.
Quais são as vantagens de integrar recrutamento e ERP?
Entre as principais vantagens estão redução de redigitação e retrabalho, menor possibilidade de erros, maior velocidade entre requisição e abertura da vaga, continuidade entre contratação e admissão e melhor aproveitamento das informações que a empresa já possui.
É possível integrar um ATS ao TOTVS ou Senior?
Sim. Sistemas ATS podem ser integrados a ERPs e plataformas de gestão de RH, incluindo ambientes TOTVS e Senior. As possibilidades dependem dos produtos, versões, APIs disponíveis e processos utilizados por cada empresa.
Qual a diferença entre um ATS e uma suíte completa de RH?
Um ATS é especializado em recrutamento e seleção. Uma suíte completa de RH reúne diferentes subsistemas, que podem incluir folha, administração de pessoal, recrutamento, treinamento, desempenho e outros processos de gestão de pessoas.
O que é best of breed em RH?
É uma abordagem em que a empresa utiliza soluções especializadas para determinados subsistemas de RH e integra essas tecnologias para permitir continuidade dos processos e troca de dados.
É melhor uma suíte completa de RH ou sistemas especializados?
Depende das necessidades da organização. Uma suíte completa de RH pode atender bem quando seus diferentes módulos oferecem a profundidade necessária. Quando determinado processo exige recursos mais específicos, soluções especializadas integradas podem ser uma alternativa.
Como a integração de sistemas de RH pode reduzir custos?
A integração pode diminuir horas gastas com redigitação, conferências, correções, importação e exportação de arquivos e manutenção de controles paralelos. Também pode reduzir o tempo entre etapas e melhorar o aproveitamento dos investimentos já realizados em tecnologia.