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Home #ImprensaUol Carreira: Mulher Tem 13% Menos Chances de Contratação (e mais desvantagens)
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Carreira: Mulher Tem 13% Menos Chances de Contratação (e mais desvantagens)

por Marcelo Braga 25 de abril de 2019
escrito por Marcelo Braga 25 de abril de 2019
Carreira: Mulher Tem 13% Menos Chances de Contratação (e mais desvantagens)
Embora a luta pela equidade de gênero venha angariando conquistas significativas nos últimos anos, quando o assunto é o mercado de trabalho, os homens ainda desfrutam de muitas vantagens. “Ainda predominam as ideias arcaicas em relação ao papel da mulher na sociedade e, principalmente, no trabalho”, afirma José Roberto Marques, master coach e presidente do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching).
Os desafios começam logo na seleção. Segundo uma pesquisa feita pelo LinkedIn, as mulheres têm 13% menos chances de serem consideradas por recrutadores. Um estudo da Harvard Business Review mostra que, para conseguirem a vaga, elas ainda precisam preencher 100% dos requisitos, enquanto eles, de acordo com o levantamento, são aprovados atingindo apenas 60% dos pontos considerados pelo entrevistador. O estudo foi baseado nos dados dos mais de 610 milhões de usuários da rede.
Outra pesquisa recente, feita pela agência de pesquisa e inteligência de mercado Hello Research, reforça as diferenças que existem entre homens e mulheres nos ambientes profissionais. Foram entrevistadas, pessoalmente, 1.326 pessoas de mais de 70 municípios, nas cinco regiões brasileiras. Entre outras coisas, o estudo mostrou que 67% dos homens se sentem respeitados no trabalho. No caso das mulheres, o número cai para 55%.
“Por mais que nos últimos anos tenhamos avançado no combate ao sexismo, estamos longe de promover a igualdade de gênero. Ainda mais alarmante é o fato de que apenas uma em cada três mulheres acredita que o mercado de trabalho é igual para os dois gêneros”, afirma Davi Bertoncello, CEO da Hello, referindo-se a outro dado extraído do estudo.
A desvantagem feminina também fica evidente quando se analisam os cargos de liderança. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da OIT (Organização Internacional do Trabalho), as mulheres ocupam apenas 39% dos cargos de gerência e 19% dos postos destinados aos CEOs. “É provável que muitas delas estejam sendo entrevistadas por homens que sequer se sensibilizam com a condição de desigualdade entre os gêneros. Eles não reconhecem que há uma barreira e, dessa forma, não se dispõe a superá-la”, afirma Bertoncello.
Para piorar, ainda existem algumas profissões que carregam a fama de “serem mais apropriadas para homens”. É o que ocorre nas áreas de tecnologia e ciência, por exemplo. “É preciso investir na formação das mulheres, para que haja maior equilíbrio de gênero nos variados tipos de carreira e mercados”, diz Marcelo Braga, especialista em gestão de pessoas e CEO da Reachr, empresa especializada em recrutamento e seleção.
Discutir o assunto dentro das próprias empresas, e na sociedade como um todo, é essencial para enfrentar as barreiras colocadas pelo preconceito. Além disso, lideranças femininas precisam se mobilizar para fortalecer a atuação de outras mulheres no mercado de trabalho em que já são influentes.
Conteúdo por: Universa
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Marcelo Braga

Fundador e CEO da REACHR. Headhunter desde 2000 (Sócio Fundador da SEARCH, Ex-Sócio Sênior da FESA e Ex-Consultor Michael Page). Anteriormente atuou na indústria automotiva (General Motors e Plascar) e também na Cia. Suzano. Engenheiro Químico – Unicamp e Pós-graduado em Administração de Empresa pela FGV. Professor nas Faculdades Unifaj, Univates e Unisc. É também Conselho da Unicamp Ventures.

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